segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

(FF XV) Capítulo 6 - Desânimo


Eu desisti de continuar no 5 com tantas quests e áreas bloqueadas e fui para a última quest da história, Confrontando o império, encontrando a Íris em Lestallum.

A cena é emocionante, mas ao mesmo tempo mal explicada. O que exatamente aconteceu? É muito resumido. A gente pode imaginar, mas não sabemos como aconteceu.

E após uma cena de sonho do Noctis entro no Capítulo 6 e sigo para um forte cheio de magiteks onde tenho que seguir um general com translações e depois de algumas pequenas lutas, encontro a Arathea, aquela mulher misteriosa, que já parte para a luta.

Até é legalzinha a luta, porque a maior parte é no ar, mas com tantos pontos de translação para recarregar o mp, não chega a ter graça. Depois de derrotada ela vai embora, sem qualquer explicação. Fico meio ahmn?


Eu antes tinha capturado o general, mas não sei mais nada. Depois da cena em que me jogo nele, ele desaparece de cena. Suponho que continue conosco, mas não aparece. Talvez tenha sido entregue para alguém. Sei lá. Vamos para o hotel, dormimos e no outro dia vamos para o cais. Fazer o quê não sei ainda.

No caminho alguém sugere pararmos no Matagal de Malmalam para derrotar um monstro. Aceito. Vamos ver o que é.

Depois de várias lutinhas e uma quase boa luta, chegamos à um novo sepulcro e a uma nova arma do Rei.

Quase boa luta por que? Porque este sistema de combate, tendo esta translação suspensa que recarrega o MP instantaneamente e ainda agiliza a recuperação de PV faz com que toda luta deixe de ter graça se existe fartura de pontos de suspensão. Basta você se pendurar, atacar com translação ofensiva, voltar a se pendurar quando o MP acabar, atacar de novo e assim até terminar. Mais nada. É isto.

O jogo todo é muito fácil e extremamente intuitivo. O sistema de localização, o mapa, é perfeito. A gente não se perde mais. Também não precisamos nos preocupar com nada. Ítens à rodo. Nunca vi tanto megaelixir na minha vida. Como o André comentou, XIII tinha 3 e eram tão raros que acabou o jogo e nem usamos com medo de precisar e não ter. lol

Estou meio desanimada hoje. Tentei no capítulo 5 fazer mais coisas, mas o próprio jogo te empurra para o final. E fazer quests para quê? Você só ganha mais dinheiro (que não serve para nada, porque você basicamente não precisa comprar nada) ou itens em excesso que nem chega a usar.

O povo que começou a jogar comigo já zerou. E até platinou. Troféus fáceis. Não há estímulo para fazer mais. A história é pífia, superficial, parecendo um mero gancho para te levar para a frente. Não há profundidade, densidade. Não tem como haver envolvimento emocional.

Nós conhecemos um pouco sobre os meninos através dos animes, porque no jogo fica naquela conversinha besta, legal até, mas rasa rasa. Não há um desenvolvimento das personalidades. Os meninos até tem cada um sua personalidade. Nada realmente marcante como uma como uma Rikku do X. Mas Noctis? Ele é tipo zero. Ele e nada é o mesmo, perigando o nada ser mais. Não tem uma frase marcante, um momento realmente especial que o humanize.

Em um dos momentos iniciais do jogo, quando ele sofre uma perda avassaladora, sua reação é mínima. Eu lembro de uma das críticas que li em um site, reclamando que logo após a história conduz à uma quest em que dizem para ele ir caçar tomates para espairecer. E acontece mesmo! É tão surreal! Tão sem sentido! Inodoro, inócuo, vazio!

Nada acontece no jogo. Não tem nem como conversar sobre o que não existe.

Parece que tudo que é interessante realmente em XV acontece após o final do jogo. As melhores dungeons, as melhores armas, os melhores bosses e desafios. Mas, heim?, vou jogar um Final Fantasy por conta do pós game? Eu quero as melhores armas para derrotar o boss final!!! Depois... Para quê???

No começo o povo falava e reclamava da facilidade, da história e eu achava que era exagero, que tava bom demais, que era divertido, mas conforme vou avançando vou percebendo as falhas, a falta de profundidade e de estímulos.

Square Enix facilitou demais! Realmente deve cativar o jogador eventual e descompromissado. Mesmo fãs tradicionais de Final Fantasy hoje estão diferentes. Só fazem o que dá troféu. O resto não importa se não tem porque fazer.

É um bom desafio? Rende algum prêmio realmente interessante? Então se faz. É fácil? O prêmio é desinteressante? Deixa para lá.

Falta motivação e falta fazer a gente suar.

Deve ser realmente difícil fazer um jogo que agrade a todos. Tem tanto detalhe primoroso que a Square-Enix desenvolveu em Final Fantasy e que deve ter consumido tantos recursos, tempo e investimento, como as conversas e movimentação no carro, nas cidades. Tudo tão rico e complexo! Os monstros com uma arte fabulosa. Os detalhes da paisagem, das construções e dos personagens primorosos.

O Regália! Melhor sistema de condução de todos os FFs! Não sei como é como airship, mas como carro é sensacional. Chocobos! Excepcionais! Belos, rápidos, simpáticos. Cindy é uma graça. Hammerhead é tudibom! O mapa é impecável. Tanto em tamanho, quanto em riqueza, beleza e diversidade.

As habilidades são um charme a mais. Esta coisa de fotografar do Prompto é o máximo! As comidas do Ignis me fazem atacar repetidamente a geladeira, de tão apetitosas que parecem. E com todos os bônus que podem trazer: hp, ataque, xp...

Toneladas de quests diversificadas, maior parte delas com suas próprias cgis e enredo.

Esta coisa de dormir é ótima também. É divertido e diferente. São tantas opções: hotéis ou acampamentos, cada um distinto do outro e nunca se sabe o que pode acontecer. Apesar de achar que o dia passa muito rápido é gostoso ter esta alteração entre noite e dia no jogo. E é primoroso. Estou escrevendo e olhando as sombras das árvores se movimentando à brisa. Se eu ficar apenas parada poderei observar elas se movimentando de acordo com o posicionamento do sol. É incrível!

Mas se ela se superou em tudo isto aí em cima, pecou em tantas outras talvez mais importantes:

- História boa, mas mal desenvolvida
- Personagens sem carisma (também por falta de desenvolvimento, porque tinham tudo para serem excepcionais)
- Excesso e facilidade para itens, acessórios, gil
- Facilidade extremada na upagem de xp e ap
- Combate apelão
- Lutas fáceis e sem necessidades de estratégia (tanto que nem bestiário o jogo tem)
- Magia que machuca os próprios personagens e que inviabiliza ou dificulta seu uso.
- Aprimoramento de skills. Sei lá, não gostei desta Ascenção. Podia ser muito melhor.
- Armas desinteressantes

Vou tocar a história para a frente, zerar e ver o que faço em seguida.

...

Seguimos até o Cais. Bonitinha a Íris, apesar de doce demais e toda derretida pelo Noctis. Mas é algo diferente ter uma mulher na party.

O jogo sugere uma parada no litoral e aceito. Mas não tem nada aqui, nem mesmo uma oportunidade de foto, então sigo em frente.


Logo a frente outra parada, encontramos a Cindy e não sei porque separamos nos da Iris. Seguimos com a Cindy. Porque não sei. Ela vai falando sobre um concerto que precisa fazer e que para isto precisam de Mytrill. A Cindy deixa a gente depois de um curto caminho e ainda não entendi porque ela veio. Prosseguimos sozinhos e reencontramos Íris e Talcott. Acho que a Cindy só veio mesmo para ter uma desculpa para falar deste conserto. E parece que tenho que ir para um lago procurar Mytrill. O Gladius deixa a equipe para resolver um assunto particular e o capítulo acaba.

Pois é. Isto é tudo deste capítulo. Basicamente envolvendo conversas esquisitas e uma ação no tal quartel. E acabou.

:(

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