terça-feira, 20 de dezembro de 2016

(FF XV) Capítulo 12 - Denso, forte e marcante.


Entro ansiosa no capitulo, por conta do suspense gerado pelo final do capítulo anterior, mas a coisa não é tão ruim quanto eu tinha imaginado. É ruim, mas não tanto.

O trem segue para Tenebrae para cuidar dos feridos. Teve uma cena em que mostrou a cidade quando o trem se aproximava e achei linda, mas infelizmente não consegui capturar a cena a tempo.

A Aranea surge e a seguimos no caminho para a cidade. Quando ela pára, ao invés de eu ir para o ponto da quest, dei uma explorada na região e encontrei a Jóia do Céu, item de uma das armas do Cid, em um cantinho:


Onde estou eu, não onde está apontando para a quest.

Encontrando a Jóia do Céu
Depois de falar com o Biggs, vou ao encontro da serva do palácio e temos uma conversa muito interessante e cenas enigmáticas da Luna e Ravus.


Realmente falta explicar melhor muita coisa. As cenas são interessante, instigantes e às vezes esclarecem algo, mas na maior parte do tempo só acrescentam mais dúvidas.


Como sempre as conversas descompromissadas com a Aranea são muito mais esclarecedoras e completas. Gosto demais dela.

Lojinha dentro da aeronave dos mercenários
Andando de volta para o trem, converso com várias pessoas e todas são muito simpáticas com o Noctis. Uma menina trás recordações da Luna.


Depois de falar com todos, ao invés de aceitar o convite do Biggs e iniciar nova viagem com o trem, vou ao vagão restaurante e volto ao passado. André me falou para fazer a quest que a Cindy apresentou, porque ela é interessante e fiquei curiosa. Antes passo no Cid e entrego a Jóia do Céu e a arma para upagem.


Minha curiosidade só aumenta. Depois de Dave me entregar a quest, entro no restaurante e o povo todo está lá. Cada um me dá um item de presente. No caminho a ficha começa a cair e já meio que sei o que vai acontecer.


Nem por isto é menos interessante ver o Adamantoise acordado pela primeira vez. Uau!!! Vai demorar para reunir coragem de enfrentar este daí. rs

Missão cumprida, volto ao presente, ansiosa pela continuidade da história. Embarco no trem com destino à Gralea, cidade da qual nunca ouvi falar.

A temperatura vai baixando e começo a suspeitar que Shiva pode aparecer pelo diz que diz no trem. Aproveito para explorar e no final do trem tem bastante itens. Clico nos itens disponíveis nos assentos também e descubro mais peças para elucidar o quebra-cabeças da história de XV.


Então o trem pára subitamente e vamos lá fora, em uma temperatura congelante, limpar o caminho dos demônios. É rápido e logo estamos de volta no trem. Não que seja um alívio. A situação lá ficou ainda mais esquisita. Ardyn novamente.


As cenas a seguir demonstram ainda mais o poder dele e como parece estar apenas brincando de gato e rato com o Noctis. O que não entendo. Não faz sentido algum. Felizmente ela, linda e divina como sempre surge e nos salva. Shiva, minha musa! 

Amo mais do que tudo!
E mais cenas com Luna e Ravus. Fica claro que a intenção deste capítulo é, primeiro, nos fazer começar a entender a dimensão do poder de Ardyn e segundo, mostrar a intensidade e a grandeza dos sentimentos de Luna por Noctis, bem como deixar claro a posição de Ravus, embora não a explicando.


É evidente que a Square Enix quis contar a história de um grande amor e tenta nos passar isto principalmente através das recordações de pessoas durante o jogo, inclusive do Noctis. Ela é e não é convincente. É porque parece sincero e ao mesmo tempo não é porque parece em certos momentos um tanto quanto fake ou, melhor, irreal. Eu posso imaginar que a infância que ambos tiveram deram início a um sentimento tão forte e intenso que não se abalou mesmo durante todos estes anos de separação, mas eu poderia "sentir" isto mais do que imaginar, se houvessem mostrado mais da infância dos dois. As cenas em que isto apareceu foram tão curtinhas! Mas mesmo não sendo tão bem desenvolvida quanto poderia, me comove. 


Neste momento, no trem, quando tudo acabou, Noctis parece destruído. É como se ele tivesse se segurado durante todos os acontecimentos anteriores e subitamente é demais para ele e sucumbe.

É uma cena forte e marcante. Relembro tudo pelo que passou e me imagino em sua pele, saindo de uma vida de príncipe riquinho e mimado para cair neste redemoinho doido de eventos, a maior parte deles difíceis e dolorosos.

O pessoal da Square-Enix sempre comentou que o Noctis era muito tímido e fechado, que tem dificuldades para fazer amigos. Eu posso entender isto, mas no jogo a situação não ficou bem resolvida e o resultado é um herói praticamente mudo. Não me lembro de uma situação em que ele tenha tido uma fala mais desenvolvida. Ele praticamente só fala em resposta a alguém e mesmo assim de forma sucinta. 

Eu penso que isto poderia ter sido resolvido muito bem através do Prompto, se a Square-Enix tivesse utilizado o Prompto como um interlocutor com quem o Noctis conseguisse se abrir, alguém através do qual ele pudesse se expressar ou, ainda, ela poderia colocar os pensamentos dele em off, um recurso que já vi em alguns jogos e muito comum em filmes e que tem esta capacidade de nos colocar dentro da mente do personagem.

Da forma como Noctis nos é apresentado ele se torna inacessível, exceto por alguns raros momentos, como a cena da cama e esta agora, onde o vemos expressando sentimentos, mesmo que sem palavras.

Eu fico imaginando o quão maravilhoso teria sido se tivéssemos sua voz em off narrando o jogo e nos contando como estava sentindo tudo aquilo.

Este capítulo 12, bem como os anteriores deixa-me com esta impressão: de que está sendo bom, mas que poderia ter sido ainda muito melhor.

De qualquer forma a história do jogo, com seus problemas, falhas e lacunas, mesmo limitada e na borda da superficialidade, é interessante e instigante. E ela é completa no sentido de que, mesmo que nós não tenhamos tido acesso à diversos eventos ou que nosso acesso tenha sido limitado, nós sabemos do que se trata, não há mistérios do além ocultos para investigar. É um enredo simples até. E eu prefiro esta simplicidade à complexidade sem sentido da trilogia de XIII. 



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