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Brahms - O desejo eternamente insatisfeito

"O valor de um artista pode ser medido pelo
número de vezes em que ele joga coisas fora"



Este moço bonito aí em cima é Johannes Brahms, um dos maiores compositores de todos os tempos, que juntamente com Bach e Beethoven faz o Triplo B sagrado da música clássica.

Apesar de bonito e talentoso e do intenso assédio das moçoilas casadoiras, jamais se casou. Alguns dizem que devido ao amor platônico por Clara Schumann, esposa de seu amigo, o também compositor Schumann. Quando este faleceu os dois teriam tido um encontro a sós com a idéia de um acerto romântico, mas nada aconteceu e ambos permaneceram amigos até o fim de suas vidas.

Na última parte da vida permaneceu isolado e recluso. Mal humorado, ranzinza e egocêntrico, seus alunos diziam que quando Brahms estava de bom humor dava-lhes castigos leves apenas.

Embora Brahms seja classificado como um compositor romântico (e o foi ao início de sua carreira) ele buscava a música absoluta, a música pela música, a perfeição através da pureza, limpando-a de todos os excessos (jogando coisas fora) e a mantendo dentro de regras claras e formais, sem arroubos e enfeites.

Estive aqui procurando a melhor música para postar para vocês e não consigo decidir porque cada uma é melhor do que a outra. Pensava em postar a abertura da Sinfonia no. 3 apenas por ser um modelo mais conhecido, mas não resisti ao Allegro no Troppo deste Double Concerto for Violin & Cello. Peguei a primeira aqui e a segunda aqui, onde tem o restante do concerto. Aliás, quem gosta mesmo de música tem que ver o blog PQP Bach. PQP!!! Bom demais!!!

A música que se segue, na realidade um dueto, também foi composta por Brahms e é só para suavizar a austeridade da música anterior. Peguei também. Espero que gostem.

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