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Análise Final Fantasy VII Remake - Por Thiago Felix

Por André Anastácio

Olá Pessoal!

O Thiago Felix, membro do nosso grupo de Whatsapp, fez uma excelente análise do jogo e permitiu que compartilhássemos por aqui.

E quem quiser pode vir conversar conosco também. O ícone para acesso ao grupo está no topo e no final da página.

Final Fantasy 7 – Remake




Análise por Thiago Felix
Ao longo desses 23 anos entre o jogo original e esse remake a Square mexeu com nossa imaginação: foram vários Spin-offs, uma apresentação refeita no PS3 e um filme, mas nada poderia saciar a sede que nós jogadores tínhamos por aquele jogo usando a tecnologia e experiência reunida em mais de duas décadas. A primeira parte desse projeto está aí!
Antes de começar essa análise é importante destacar o carinho que a Square-Enix possui por esse jogo, de modo algum vejo que o projeto foi pensado apenas para agradar aos fãs de longa dada, ou um projeto puro e simples caça-níquel, o que vejo aqui é um jogo com respeito aos fã, ao melhor estilo para “Àqueles que amavam esse mundo e ali tiveram companhia amigável, essa reunião é para vocês”, como dizia a primeira frase em Advent Children.
A palavra que define esse jogo é Nostalgia, não há outra que reflita o sentimento que esse jogo causa. Tudo (ou quase tudo) no jogo é feito e pensado para que suas memórias afetivas do jogo original venham à tona. Desde sua abertura aos detalhes das partes marcantes no enredo do jogo de 1997. Entretanto a Square-Enix foi além: preencheu lacunas no enredo do jogo original (inclusive com algumas mudanças), acrescentando profundidade em personagens secundários à história, e até personagens novos, exclusivos dessa versão, que cumprem seu papel sem parecer que foi apenas para “encher linguiça” e justificar as horas a mais de gameplay para esse início em Midgar (que no jogo original não passava das primeiras horas de jogo). E não se engane, você não vai se sentir como estivesse jogando uma demo, o jogo é muito completo, difícil na medida certa e com muitas horas de gameplay e uma platina trabalhosa.

Jogabilidade

O que sinto ao jogar FF7R é algo que remete a coisas antigas na série, mas inexplicavelmente uma junção funcional, a Square conseguiu unir várias mecânicas em um único game sem perder a essência do jogo original e ainda deixá-lo atraente para quem quer que o jogue.
O jogo é linear ? Sim, mas onde diabos você jogou o original e não percebeu a linearidade nos eventos apresentados em Midgar? Linear não quer dizer inexplorado e você terá muitas opções para vasculhar durante o game. Você torna o jogo linear de acordo com sua pressa. Vasculhe, não vá direto ao evento principal esperando retomar em certos lugares ao decorrer do game, o jogo quer te contar uma história também e encadear eventos, mas sua curiosidade de saber como era o jardim da casa da Aeris está a seu alcance, explore!
Nas mecânicas novas no combate fica claro o apelo para agradar aos novos jogadores acostumados por batalhas frenéticas, mas a Square sabe que esse não é seu público alvo e ela de modo algum poderia esquecer a velha guarda. No jogo há uma mescla hack´n slash (predominante na batalha) e uma parte estratégica (que faz a vez da clássica batalha por turnos),e ao aparto de um simples botão a batalha muda: a câmera entre em modo super slowmotion dando tempo para escolher algumas ações que podem salvar sua pele, sendo algo indispensável no gameplay, diferente do optativo visto em FFXV. E por falar em FFXV, desta vez você controla todos os personagens e essa trocas também são essenciais, pois as fraquezas dos inimigos são exploradas de acordo com o personagem que vc controla. Em outras palavras as batalhas de FF7R são tudo o que FFXV tentou ser e falhou miseravelmente.
É claro que as velhas mecânicas das Materias e suas combinações estão presentes (com algumas modificações e surpresas), assim como as summons que buscam a essência da mecânica de FF12 (elas lutam com ao seu lado e finalmente fazem uma saída triunfal). Outras mecânicas foram adicionadas ao jogo, há uma evolução parecida com o FF9, onde algumas habilidades são acrescentadas quando utilizamos os equipamentos e atribuímos pontos de habilidades PH.
Em se tratando da câmera do jogo, há de levar em questão que os inimigos estão livres na tela e as vezes vc acaba mandando um inimigo para longe, entretanto há mais ao seu redor e a troca de personagens pode deixar a câmera meio bagunçada e vc procurando em quem bater, mas isso é algo que me forçou a aprender a usar o modo tático, na troca de personagens as vezes vc nem sabe onde os outros estão e a pausa pode te reconectar na partida, é uma questão de adaptação e não de frustação.
Mas pouco se pode falar sobre como tudo se encaixa, fortalecendo a jogatina, em resumo jogue e perceba como a evolução do gameplay irá fluindo no decorrer do jogo, vc percebe o quanto seus personagens vão ficando fortes a medida que avança e isso tudo é apresentado de forma gradativa, mexendo cada vez mais no imaginário de como isso pode ficar extraordinário no futuro.
NOTA 10

SOM (músicas e efeitos sonoros)

Nenhum quesito em FF7R é mais merecedor de uma nota 10 do que o Som, os efeitos sonoros são ótimos, sons de fogo, gelo, aço, coisas caindo, explosões, tudo é uma experiência sonoro incrível. As músicas são algo mais extraordinário ainda, a mudança entre a trilha de um local e o modo batalha é incrível, não há uma interrupção brusca, todas aqueles músicas memoráveis do mestre Nobou Uematsu possui novos arranjos, ficando fantásticas e sem que você fique chateado por não ser exatamente as mesmas do clássico FF7. Em muitos momentos, fiquei parado em algum lugar só pra ouvir toda a melodia, hesitei por muito tempo em começar o jogo apenas para ouvir aquela maravilha da tela inicial.
Algo que vez muita falta no FF7 original eram as vozes dos personagens, por mais que os spin-offs e o filme mostraram o que queríamos, faltava isso na versão original e isso foi consertado de vez, e não importa se vc esteja jogando no áudio japonês ou inglês, ambas fazem o trabalho competente trazendo sempre mais personalidade aos personagens, as vozes trabalham isso, mostrando o quanto um personagem é preocupado, o quanto a Aeris é meiga e levam consigo a evolução na construção do personagem. E não só nos personagens principais, os NPCs falam muito e vc não precisa apertar botões para ouvir diálogos inúteis, a atmosfera mostra que o mundo é algo livre, independentemente das suas ações.
Show da Square.
Nota 10

Gráficos

O jogo é lindo. O mundo mostra uma atmosfera feia, uma cidade decadente, com favelas e muito, mas muito, ferro e aço. E se você joga procurando defeitos você não aprecia os detalhes. Comparar jogos que possuem cenários da natureza e depois vim falar que são melhores que os gráficos de FF7R é um erro tb. Seu cérebro é naturalmente evoluído para apreciar mais a natureza daqueles que fogem a ela, então pq fazer uma comparação entre cidades e mundos naturais?
A apresentação do jogo já mostra que Square vai surpreender, é algo de tirar o folego e arrancar lágrimas quando vc vê o olhar fixo da Aeris, os detalhes de seu rosto, seus olhos e a leveza de seu vestido. Todos os personagens são muito bem detalhados, desde suas roupas e armaduras, como rosto e imperfeições da pele.
As armas carregam os espaços para as Materias e vc percebe que ao colocá-las não é apenas uma luz brilhando no espaço, você percebe que há uma esfera brilhando nesse local, assim como a cavidade onde ela se encontra.
Nas batalhas os inimigos apresentam detalhes em escudos, armas e se jogou o original irá perceber facilmente qual inimigos é. Efeitos de luz, fogo, gelo, golpes, tudo é fantástico e as animações das summons não deixam a desejar e você vai querer soltar mais e mais summons para cada vez tentar ver aquele detalhe inacreditável que não viu anteriormente.
É surpreendente o ar de grandiosidade que Midgar é apresentado, nas favelas olhe para cima, e vc verá o quanto pequeno seu personagem é no mundo. O chão de muitos cenários possui detalhes incríveis de água e luz, pisando em uma poça, a água mostra o efeito típico.
A cada beco veja as paredes e seus detalhes, ao observar escadas de metais muitas possuem detalhes de fundição, as animações dos cenários são ótimas, trens soltando fumaças, carros em chamas, blocos e caixas destrutíveis, é um primor aos olhos.
Tudo é perfeito? Não, e é isso é óbvio. Pois qual o jogo não apresentou defeitos. Você que se apegou ao ódio e quer desmerecer o jogo vai falar dos problemas de renderização que viu uma vez ou outra no game. Mas isso não aconteceu quando você jogou TW3, God of War ou Spiderman ? Todos os grandes jogos apresentaram seus defeitos e nem por isso deixaram de ter gráficos fantásticos. Analise o gráfico de olhos abertos e não como hater.
E claro, durante o game vi uma porta sendo mal texturizada ou surgir um NPC do nada, mas isso não tira os méritos do jogo graficamente, até pq nenhum jogo que citei possui efeitos tão fantásticos como as animações das summons e isso não é demérito deles.

Nota 10  - Mais que merecido.

Conclusão Final

Enfim FF7R cumpre seu papel em apresentar um projeto grandioso da Square-Enix, há aqueles que erroneamente a criticam por ter lançado o jogo em partes, mas não sabem o que esse jogo significa para os verdadeiros fãs de FF7 e a responsabilidade que a empresa carrega para não errar nesse projeto. E percebendo tudo que está sendo feito nos dá muitas esperanças para o que virá ainda (imagine a cena mais emblemática do jogo com todas as expressões faciais e som e gráficos atuais).
O jogo não é o melhor FF produzido, mas o projeto inteiro concluído tem muitas chances de ser, pois se apoia no FF mais amado no mundo e carrega a experiência de anos (com acertos e erros) de uma empresa extremamente competente em produzir RPG para os amantes do gênero.

Nota final 10/10

Prós
Mecânicas novas sem fugir da nostalgia do jogo original.
Gráficos muito detalhados, com destaque para os personagens da trama principal.
Efeitos sonoros e música que trazem todas as lembranças boas de 23 anos atrás.

Contras
Saber que o próximo capítulo está longe de nós.


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