
Pagando a minha dívida com a Neiva, e com todos vocês, aqui estão as minhas primeiras impressões.
Espero que gostem, desde já me desculpo pela demora e digo que qualquer comentário será respondido o mais breve que o jogo e o meu console permitirem, rsrsrs...
Então, lá vai a review, ficou um pouco grande, isso que ainda nem falei de tudo, ficou faltando falar do Mog e da Chocolina, mas isso é assunto para um próximo post, rsrsrs... No fórum fiz uma formatação diferente, aqui fica um pouco mais difícil de fazer a mesma formatação, vou arrumando com calma, pois pretendo deixar as duas bem iguais, lol....
"Bom, como a maioria já deve saber, comecei junto com o Denis o Final Fantasy XIII-2, embora nesse momento ele já esteja um tanto razoável na minha frente, devido a inúmeros fatores, à minha lerdeza, falta de tempo, etc e tal, rsrs...
Mas agora, com um pouco mais de 25 horas de jogo, consegui largar o Joystick pra vir aqui passar as minhas primeiras impressões, pois Final Fantasy XIII-2 é uma experiência extremamente viciante, que, pelo menos pra mim, prende em níveis apocalípticos e atemporais, rsrsrsrs... Não chega a ser uma obra de mestre, mas são muitos os prós e é muito divertido de jogar, espero que entendam com a análise abaixo:
UM FUTURO SEM ESPERANÇAS, OU COM BEM POUCAS!
É assim que a história de Final Fantasy XIII-2 se apresenta: Simples, um tanto desconexa e lotada de clichês. Aqui está a maior falha daquele que poderia de longe ser o melhor RPG da geração, por isso que decidi começar por aqui.
A SEGUIR VOCÊ ENCONTRARÁ SPOILERS DO ENREDO! PRINCIPALMENTE DO FF XIII E ALGUNS DO XIII-2
"Se não desejas vê-los não leia, avisarei quando os espoilers acabarem..."
"Se não desejas vê-los não leia, avisarei quando os espoilers acabarem..."
Após a queda de Cocoon no final do primeiro jogo, Lightning foi pega por um paradoxo temporal, indo parar no reino da Deusa Etro, Valhala, que terá que proteger... Todos os velhos amigos de Light sofrem o efeito desse Paradoxo e acreditam que ela está dentro do pilar de cristal que segura Cocoon, junto com Fang e com Vanille, todos menos um, sua irmã Serah, que tem certeza de que Light está viva e fora do Grande Pilar, em algum lugar.
É exatamente nesse contexto que Kaias, nosso vilão viajante do tempo entra. Kaias é guardião das Yeul, as Fearees Seareers que têm o dom da profecia, concedido pela própria deusa Etro, porém, ao terem essas visões as Yeul morrem, e reencarnam através do tempo. Kaias, cansado de ver por tantas vezes a sua protegida morrer, decide por um fim a isso, atacando Valhala, afim de destruir a deusa Etro, que por sua vez, está muito bem protegida pela belíssima Lightning, em sua armadura prateada cheia de penas, rsrs...
No meio desse caloroso combate entre Kaias e Lightning, um novo portal se abre e um jovem desacordado cai em direção do solo, Light, que já parece o conhecer, o salva e pede para o jovem, que se apresenta como Noel Kreiss, vá atrás da sua irmã Serah e traga ela até Light, para ajudar a derrotar o vilão, e para isso envia o Mog, um adorável moogle, para proteger Serah. Noel então se lança num novo portal do tempo...
Serah, que sonhara com tudo aquilo acorda, em meio ao caos que New Bodhun se tornou com a invasão de vários inimigos que vieram junto com a queda de um enorme meteoro, no meio dessa confusão toda Serah conhece Noel e os dois resolvem o problema, após Noel explicar que tudo aquilo estava sendo causado por um Paradoxo do tempo.
E esse é o início da jornada de Serah e Noel através do tempo e espaço, entrando em portais, resolvendo pardoxos, resataurando a linha do tempo, na esperança de, no meio de tudo isso, cair em Valhala. Alguns personagens e locais conhecidos apareceram no meio da história, às vezes completamente mudados e em outras situações, como é o caso do menino Hope, que já não é nem de longe um menino.
Os diálogos e o enredo ficam o tempo todo batendo nessa mesma tecla de Light, Light, Light, o tempo todo, o que torna o enredo fraquíssimo e dá aquela impressão de feito nas coxas, agora, no capítulo 3.2 é que ouvimos falar de Fang e de Vanille, e são apenas mencionadas, nada muito profundo...
Isso sem contar dos clichês, principalmente em Serah e Noel, Serah a típica mocinha apaixonada, querendo aprender a cuidar de si mesma e encontrar sua irmã, Noel, o típico personagem sem muito jeito para lidar com as pessoas, que quer salvar o mundo.
“Fim dos Spoilers”
GAMEPLAY
Se é na história que estão os maiores problemas, na gameplay é exatamente o contrário. Final Fantasy XIII-2 consegue ter uma das gameplays mais envolventes que e já experimentei. Os combates são super rápidos, dinâmicos e envolventes. Aqui, Serah e Noel fucionam muito bem juntos e os monstros então, são o plus da party, mesmo sentindo falta de mais personagens, acaba sendo muito divertido andar através do tempo capturando monstros e treinando-os.
Isso sem falar na presença de Sidequests em todos os períodos, algumas das quais só serão possíveis de se resolver em outras épocas, períodos, etc..
Ainda assim, o jogo apresenta falsas cidades, como já foi comentado por algumas pessoas, não temos cidades de verdade, com casas entráveis, lojas, etc, e sim apenas imitação delas, onde tem muitos NPC’s, sidequests, mas sem a gloriosidade de antigamente, mais uma falha da Square...
A Gameplay de Final Fantasy XIII-2 é tão rica, que vou dividi-la em alguns pontos:
CRYSTARIUM
A Crystarium, que é o motor de desenvolvimento dos personagens no jogo, está muito mais complexo e completo, Noel e Serah ganham Crystogen points ao final de cada luta, assim como no primeiro game, esses pontos servem para “comprar” os cristais na Crystarium, que vão aumentando de valor conforme vamos avançando. Diferentemente do game anterior, aqui é um Crystarium só para cada personagem, com o formato da arma que o personagem usa, e nesse Crystarium são aprendidas todas as habilidades, de todas as Roles, o Crystarium ganha expansões conforme se completa uma “volta” pela Crystariu, e a cada expansão feita o jogador ganha um bônus, que pode ser escolhidos, entre as opções de bônus temos a possibilidade de aprender uma nova Role, aumentar a capacidade para equipar Acessórios, aumentar a barra de ATB, ou ainda, dar um boost nas habilidades já existentes. Cada Role é masterizada em níveis diferentes para Noel e Serah, por exemplo, Noel masteriza a Role de Comando, no nível 60, enquanto Serah masteriza no 50, embora essas Roles ainda fiquem abertas e “upáveis”, mas sem novas habilidades.
Com isso, o Crystarium fica ainda mais dinâmico e mais personalizado, de acordo com o jogador, estilo de luta, etc... Isso sem contar que, após 10 expansões é possível liberar habilidades especiais para os personagens Serah e Noel.
Para os monstros, a coisa muda de figura, upar os monstros requer uma outra forma. A upagem dos monstros é feita através de itens, que podem ser dropados de monstros, achados em baús e ainda comprados da Chocolina.
Os itens e os monstros possuem Grades (ranks) que determinam quais os tipos de item podem ser usados em cada monstro. Por exemplo, monstros de Grade 2 só podem ser upados com itens de Grade 2, para Grade 3 a mesma coisa e assim por diante. Quando a crystarium de um monstro expande, ele também recebe bônus, que são apenas dois: boost ou aumento de ATB, e, após a expansão, a sua Grade também aumentará, o que torna a upagem dos monstros algo bem estratégico, já que os itens de Grade mais alto são mais difíceis de conseguir e Chocolina só vende itens de Grade 1.
Entre os itens, existem vários deles de cada nível, alguns aumentam mais a magia, alguns aumentam mais a Strenght, outros aumentam mais o HP e outros aumentam todos os status por igual. Porém em proporção menor, isso deixa também a upagem mais estratégica, já que é muito mais vantajoso usar itens que aumentam mais a magia para Ravegers, Saboteurs, Synergistas e Médicos, upar mais a Strength nos Commandos e o HP dos Sentinels, o que te leva a ficar correndo atrás de itens específicos para melhorar os monstros e passar horas e horas farmando eles para poder realizar uma upagem significativa.
A Crystarium, mesmo parecendo um pouco estranha no princípio realmente mudou muito e está muito mais personalizável, de acordo com o jogador.
MONSTROS
Capturar monstros é um dos maiores mini-games de Final Fantasy XIII-2, vivemos de idas e vindas temporais atrás de monstros melhores, mais fortes, ou seja até mesmo pela realização pessoal de completar a coleção. Atualmente estou com 35 monstros, mas o herege do Denis já está pra lá de 50 monstros, alguns absurdamente fortes, entre eles, Chocobos de várias cores.
Como já falei da upagem dos monstros, não vou comentar novamente. O que tenho a acrescentar é que cada monstro possuí uma única Role e que, na maioria dos casos, monstros de mesma Role aprenderão habilidades diferentes e ainda, cada monstros se “masteriza” em determinada Grade, tenho alguns monstros de Grade 1 que já são Máster e outros que chegaram no Grade 4 e ainda não apresentam sinal de fim, rsrs...
BATALHAS
As batalhas seguem o mesmo padrão do primeiro Game, temos a barra de ATB, que pode ser expandida via Crystarium até a quantidade de 5 segmentos (pelo menos até agora) , nessa barra são inseridos os comandos desejados para o personagem, a inserção pode ser feita via automática (auto-battle, auto-chain, etc) ou manualmente, onde o jogador escolhe os comandos e adciona-os à barra de ATB.
A party é composta por Noel, Serah e um monstro, você pode colocar até três monstros no seu Monster Pack, e personalizar os seus paradigmas de acordo com a natureza das habilidades do monstro, ou seja, trocou de paradigma durante a luta, troca o monstro na party, ou não, caso a role do paradigma seja a mesma usada no paradigma anterior.
Fora isso, é possível trocas de líder durante a luta e, caso um personagem morra, a liderança passa automaticamente para o personagem restante, o que torna o game over possível apenas quando os dois personagens humanos na party morrem.
As batalhas de bosses são um Show à parte, nelas temos também as Cinematic Actions, que são os Quick Time Events, onde, durante uma cena, aparecerá um botão para apertar para que o personagem realize alguma ação. Você não precisa fazer os Live Triggers, mas se o fizer, ganhará algumas recompensas, entre buffs nos personagens, debuffs nos inimigos e até mesmo, itens no final da luta.
Notei também que, na dificuldade normal, principalmente no começo, é bem mais difícil de tirar cinco estrelas, embora seja muito mais fácil de pegar os inimigos em preemptive Strikes, conforme você vai upando e se acostumando com os combates, fica mais fácil de tirar as cinco estrelas, agora é raro as lutas em que não tiro, rsrs...
Para iniciar as lutas, é usado o Mog Clock, os inimigos aparecem no meio do cenário e o Mog Clock vai variar entre Vermelho, Amarelo e Verde, caso seja a sua party que ataque, o marcador estar verde e indicará uma vantagem inicial pra você na luta (Preemptive Strike) , caso seja o monstro que ataque, o marcador será amarelo e ninguém tem a vantagem inicial, caso ninguém se ataque, a luta inicia em desvantagam para a party, que não poderá usar a opção de Retry, o que dependendo da dificuldade da luta, pode ser uma perda muito grande! Eu não curti muito isso, pois é bem mais fácil de conseguir os preemptives e ainda, que às vezes os monstros aparecem numa área muito grande e temos que ficar procurando pra atacar, mas ainda assim, não deixa de ser uma experiência nova.
HISTORIA CRUX
A Historia Crux é o sistema de viagem no tempo do jogo, conforme abrimos os portais eles ficam permanetemente abertos para visitas posteriores, o que dá aquela sensação de liberdade, podendo ir e vir através dos portais, realizar quests, ou mesmo ir atrás de monstros, upar e farmar materiais pra evolução dos monstros.
Após efetuar os eventos da história é possível “fechar” os portais para realizar os eventos novamente, alterando Live Triggers (que são as escolhas feitas durante o diálogo) e descobrindo diferentes pontos da história (que história??? Rsrs) e novos fragmentos.
Por falar em Fragmentos, temos um total de 160 deles no jogo, coletando todos certamente teremos diferentes finais, eles podem ser coletados das mais diferentes maneiras: completando Quests, resolvendo Puzzles, matando monstros, escondidos pelas Dungeons, e assim vai...
Só exite uma palavra pra descrever esse quesito: FANTÁSTICO. A Square aprendeu bem a lição com NiEr, que também é dela, e conseguiu fazer uma trilha sonora encantadora pro game, embora tenhamos algumas trilhas do XIII original também, como por exemplo a trilha de Steppe, quando está trovejando, que é a mesma usada em Mahabara no XIII-1, rsrsrs...
Destaque para a música do momento em que você monta um Red Chocobo e para o Tema dos Bosses, Final Fantasy Rock Band Hero Heavy Metal XIII-2, ahushsa, realmente gostei muito dessa trilha sonora mais pesada, nos momentos certos, dão aquele embalo nas lutas.
Outro ponto que merece destaque, são as músicas cantadas, sim, temos mtas músicas cantadas no jogo, bem pop e leve para embalar as dungeons.
Fora isso, os diálogos estão muito bem feitos, apesar de serem tãããão repetitivos, rsrsr... Os dubladores também combinam bem com os seus personagens, passando um ar de ralidade realmente muito bom.
Os detalhes dos ataques e magias continuam como sempre, nada muito novo, mas não era ruim e continua da mesma forma.
Enfim, ainda não achei nenhum motivo contra a trilha sonora e efeitos sonoros, pra mim parecem bons em todos os sentidos.
GRÁFICOS
As CG ‘s estão magníficas, muito bem detalhadas e trabalhadas, um show visual, e os gráficos ingame seguem a mesma linha do XIII, sem quase nenhuma inovação, o grande destaque vai para os cenários, lindos de mais, todos que já passei até agora, merecem ser apreciados, pois estão muito bem feitos.
De resto, não tenho muito pra falar dos gráficos.
CONCLUSÃO
Final Fantasy XIII-2 sem dúvida tem muitas melhorias do seu antecessor, mas peca num ponto extremamente importante para a maioria dos jogadores: a história! É simplesmente um absurdo todos os problemas do mundo serem resultado de um paradoxo temporal, fora os diálogos fraquíssimos e os personagens estereotipados.
Ainda assim, é um jogo extremamente rico em gameplay, sendo possível jogar por horas em um único lugar, descobrindo, upando, resolvendo quests e puzzles... E sim, está entre os meus preferidos da geração
Quero simplesmente saber tudo, entender tudo, ter todos os monstros e é isso que o game consegue provocar, pelo menos em mim, e em todas as pessoas que estão jogando e que eu já tive a chance de conversar.
Realmente é uma pena essas falhas significativas que o game tem, fora que a Light só serviu pra ser garota propaganda, já que pouco se joga com ela, até o momento, foram menos de 20 minutos, o que é realmente uma grande perca, junte isso à história fraca e às falsas cidades e teríamos bons motivos para não jogar o game...
Ainda assim afirmo e reafirmo, Final Fantasy XIII-2 é um game que vale MUUUUUUUUUITO à pena ser jogado, experimentado, explorado e tudo o mais, sendo uma experiência totalmente viciante e nova, e ao mesmo tempo trazendo boa parte dos elementos que se espera de um bom RPG.
Não sou muito de dar notas, mas já que boa parte das pessoas gostam de notas, eu diria que Final Fantasy XIII-2 é um game nota 8,0. Não merece o lendário 40/40 da Famitsu, tampouco é ruim como eu pensei que seria...Como a Neiva costuma dizer, é um game que convence pelo conjunto da obra, que é mágico...