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Crisis Core - Final Fantasy VII - Reunion - Análise

Desde que terminei Final Fantasy VII Remake tenho sentido uma grande vontade de me aprofundar nos spin offs da série e Crisis Core, o principal deles, estava no topo da minha lista. Com o anúncio do Remaster em junho de 2022 a empolgação aumentou ainda mais, já que agora não só poderia matar a curiosidade como também poderia jogar uma versão mais atual do game.

Título - Crisis Core - Final Fantasy VII - Reunion
Plataformas do Remaster - Microsoft Windows, Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S
Plataforma Original - PSP
Lançamento Remaster - 13 de dezembro de 2022
Lançamento Original - 24 de março de 2008
Desenvolvedora - Square Enix
Publicado por - Square Enix

Vamos começar discutindo o elemento "Remaster", já que esta é uma das principais dúvidas sobre o jogo. O trabalho realizado pela Square Enix nesta remasterização foi excelente, proporcionando ao jogo uma renovação significativa em seu visual, bem como diversas melhorias de qualidade de vida em sua jogabilidade, sistemas e interface.

Além da nítida mudança visual, uma breve lista das principais novidades no Remaster inclui:

Interface alterada, com inspiração na maravilhosa Interface de Final Fantasy VII Remake:

Novas animações para os Summons - As invocações que são icônicas na série estão presentes aqui, e com novas animações que as tornam um espetáculo ainda maior quando são usadas em combate.

Barra de habilidades para chefes - No jogo original, os bosses possuíam super ataques que poderiam devastar o player. Na versão remasterizada, podemos ver quando os bosses começam a preparar essas habilidades e, caso causemos dano o suficiente antes da habilidade ser carregada, podemos reduzir o dano que ela irá causar ou mesmo interrompe-la por completo.

Trilha sonora remasterizada com a ajuda do compositor original, Takeharu Ishimoto - Não dá pra falar em Final Fantasy sem mencionar trilha sonora né?
As músicas, que já eram boas, estão ainda melhores e no nível de qualidade das vistas no remake de FF VII.

Sistema DMW (Digital Mind Wave) adaptado e melhorado - Um dos elementos que eu sempre lia opiniões divididas a respeito é o famoso DMW, a roleta semelhante a de um cassino que fica sorteando imagens e números no canto superior esquerdo da tela.

Pra quem não conhece, dependendo da combinação gerada entre as imagens e os números podemos obter diversos efeitos positivos para Zack, como imunidade a ataques físicos ou mágicos, castar magias e habilidades sem consumir MP/AP ou até mesmo evoluir o personagem e suas Materias.

Na versão remasterizada, é possível 'guardar' limit breaks para soltar no momento desejado, diferente da versão original onde eles eram ativados automaticamente sempre que o DMW fazia a combinação correta. O mesmo vale para Summons e agora é possível também pular as animações, fazendo elas serem menos cansativas.

Gameplay de Combate

Qualquer um que veja vídeos da versão antiga vai perceber que, para os padrões de hoje, a jogabilidade não era nada convidativa, com controles travados e uma câmera incômoda. Por esse motivo, a gameplay foi consideravelmente melhorada, dando mais agilidade aos combos e animações de Zack, otimizando os controles, a câmera e aproximando a experiência da jogabilidade vista no recente remake de FF VII.

Agora que já comentamos sobre as principais novidades do Remaster, vamos para a análise em si.

História

Dado todo o enredo rico que envolve o universo de Final Fantasy VII, eu esperava uma história excepcional deste título, e embora ela seja apresentada de forma simples, é exatamente isso que o jogo entrega.

Foi muito interessante presenciar a origem do relacionamento entre os grandes protagonistas desse universo como Cloud, Aerith e até mesmo entender melhor sobre Sephiroth e Genesis. Zack funciona bem como protagonista e até o final do jogo é quase certo que a maioria vai estar gostando por demais do nosso jovem e empolgado Soldier.

Meu único porém é que, embora a história seja interessante, é importante destacar que ela é altamente direcionada para aqueles que já possuem conhecimentos básicos sobre os personagens de FF VII. Por esse motivo, não espere encontrar grandes explicações aqui, e não recomendo que este jogo seja o ponto de partida para aqueles que desejam começar a saga de FF VII.

Jogabilidade

O jogo é um Hack n Slash e seu combate possui como base a utilização de combos básicos (executados com o botão quadrado no playstation) e a utilização de magias e habilidades que podem ser mapeados em alguns botões através do sistema de Materias.

O ritmo é agradável e a fluidez dos combos faz com que o combate seja divertido e viciante.

Há também muito espaço para a customização de Zack, onde podemos equipar 4 tipos de Materias:

Amarelas - Permitem o uso de habilidades físicas como Jump, Assault Twiser, Steal, Mug e Etc;

Verdes - Permitem o uso de magias icônicas da franquia como Fire, Cure, Blizzard, Poison e muitas outras;

Roxas - São Materias especiais e causam aumento de status como HP, Attack ou MP, assim como algumas habilidades como Double Cast e Dash;

Azuis - Materias de suporte que podem ser utilizadas para potencializar e ou acrescentar efeitos em Zack baseando-se ou não em outras Materias equipadas;

Assim como no VII original e em seu Remake, fazer uso do sistema de Materias é essencial durante todo o jogo e, por vezes, faz mais diferença no poder final do personagem do que o level em si.

Essa variedade de customização é um dos principais elementos que agregam positivamente ao combate de Crisis Core, já que você vai estar constantemente alterando sua gameplay para evoluir e se adaptar aos monstros que estiver enfrentando no momento.

A variedade de inimigos não é das melhores mas, felizmente, vemos boa parte dos monstros clássicos da série como Tonberry, Behemoths, Bombs, Malboros e alguns outros.

Sistema DWM

O sistema de cassino que fica no canto superior da tela pode ser um tanto conflitante para alguns, mas sabendo abusar de seus status positivos ele pode causar grande impacto nas lutas.

Muitos podem não gostar devido ao fato de seus efeitos serem aleatórios, então a minha dica é: Nunca conte com ele rs.

É bem divertido receber alguns bônus como anular consumo de AP/MP ou ficar completamente imune enquanto atacamos os inimigos, mas esses efeitos devem ser vistos como um bônus o qual você tira proveito quando acontece, e não como algo que você deva se basear enquanto joga. Aqueles que buscam a platina podem se sentir extra incomodados, já que existem conquistas relacionadas a assistir todas as possíveis cinematics que algumas combinações da roleta oferecem.

Exploração

Infelizmente esse é um dos pontos fracos do jogo, o que é compreensível devido ao hardware original em que ele foi lançado.

Ao invés de um grande mundo conectado, o jogo funciona através de um sistema onde Midgar e o prédio da Shinra são nossa base de operações e a partir de lá podemos selecionar capítulos e missões para jogar. Ao selecionar missões ou capítulos, somos transportados automaticamente para o local e trazidos de volta para a cidade ao finalizar.

Os mapas onde as missões acontecem também deixam a desejar, já que são extremamente lineares e não oferecem o mínimo de exploração encontrado em outros jogos da série. Funciona bem dentro do escopo do jogo, mas não pude deixar de sentir falta de desviar um pouco dos caminhos principais em busca de tesouros e atividades secundárias.

Trilha Sonora

A trilha sonora mantém o alto padrão estabelecido por FF VII, já que o compositor é o mesmo. Nessa versão ela foi remasterizada e, principalmente durante as lutas principais, ouvimos músicas incríveis compatíveis com o alto padrão da série.

Conteúdo Secundário

O conteúdo secundário do jogo acontece praticamente todo dentro do sistema de missões.

Algumas missões são desbloqueadas através da história, outras são desbloqueadas através de outras missões e algumas são secretas e possuem requisitos complexos para serem desbloqueadas.

É um jeito interessante de adicionar conteúdo opcional para ser feito, ainda que consideravelmente linear e seguindo o modelo do restante do jogo.

Ainda assim, algumas missões (principalmente as secretas) trazem bastante daquela sensação de realizar sequências de segredos específicos para desbloquear um item ou Materia poderosa, semelhante ao que encontramos em outros títulos da série.

A dificuldade das missões varia bastante, desde missões simples e fáceis, nas quais você pode destruir tudo sem muita preocupação, até missões que envolvem chefes superpoderosos que exigem otimização e combinações corretas de Materias para serem derrotados.

Veredito

Crisis Core FF VII Reunion é um exemplo do que um remaster pode e deve ser. O jogo não vai tão longe a ponto de ser um completo remake, mas chega perto, atualizando visuais, sistema de combate, interface e outros elementos que trazem o clássico de PSP perto dos padrões dos jogos de hoje em dia.

Com uma história envolvente que acrescenta devida profundidade a diversos dos personagens vistos em Final Fantasy VII, o jogo é uma peça fundamental para aqueles que curtiram o VII original e/ou seu recente remake.

Apesar dos aspectos positivos, o jogo se mantém limitado em sua essência como um jogo de PSP. Mas é só ter isso em mente e não haverá com o que se decepcionar aqui.

Pontos Positivos

- História Envolvente
- Personagens Carismáticos
- Sistema de Combate Divertido e Viciante

Pontos Negativos

- Linearidade extrema e falta de exploração
- Baixa variedade de inimigos

Nota final: 8


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