Olá a todos!
Dia 29/07 está chegando e nele será lançado Xenoblade Chronicles 3, um super JRPG para Nintendo Switch.
Preparando o cenário para voltar a ativa com este blog, faremos uma série de postagens para ajudar a aguentar a ansiedade e nos informarmos melhor sobre esse game que aparenta estar fantástico.
Enquanto seguramos o hype, queremos falar um pouco sobre a série Xenoblade e a primeira dessas postagens será para falar melhor sobre a empresa responsável por ele: A MonolithSoft.
Trata-se de uma empresa cheia de história, com membros que estiveram envolvidos em alguns dos mais famosos JRPGs de todos os tempos. Então esse é um ótimo momento para conhecermos um pouco mais sobre as pessoas por trás dessa incrível empresa.
Para muitos, o primeiro contato com a Monolith foi com o aclamado Xenogears.
Lançado em 1998 para Playstation, o JRPG foi criado por Tetsuya Takahashi e sua esposa, Kaori Tanaka que, na época, ainda faziam parte da SquareSoft.
Takahashi iniciou sua carreira no mundo dos games através da Nihon Falcom, e em 1990 ele foi contratado pela SquareSoft, onde ele conheceu sua esposa, Tanaka.
Dentro da Square, ele teve a oportunidade de trabalhar na parte gráfica de grandes títulos da empresa como Final Fantasy IV, V, VI, Série Mana e foi o diretor gráfico de Chrono Trigger.
Na época em que eles estavam começando os trabalhos para Final Fantasy VII, ele e sua esposa criaram ideias que seriam usadas como base para o grande título, mas elas foram consideradas "sombrias" demais para o universo Final Fantasy.
Pensando no potencial do que foi apresentado na proposta feita pelo casal, ao invés de descartá-la por completo, eles não só receberam permissão para desenvolvê-las em seu próprio projeto como Takahashi foi nomeado diretor do jogo pelo próprio Hironobu Sakaguchi, que até então era o Vice Presidente da Square. Nascia então, o primeiro jogo do universo de Xenogears.
O jogo a princípio foi intitulado de Project Noah e teve alguns problemas financeiros durante sua produção, fazendo com que eles tivessem que cortar parte do conteúdo planejado para o game. Ainda assim, em 11 de Fevereiro de 1998 o jogo foi lançado para Playstation 1 e foi muito bem recebido pela crítica na época.
Apesar da boa recepção, a SquareSoft decidiu focar seus esforços em suas outras franquias que já estavam mais bem estabelecidas no mercado, descontinuando seu suporte para possíveis continuações de Xenogears. Foi então que, em Outubro de 1999, Takahashi e sua esposa decidiram deixar a SquareSoft e, juntamente com alguns outros membros, fundaram a Monolith Soft.
Para lançar uma nova desenvolvedora no mercado, uma de suas prioridades era conseguir novos parceiros para apoio financeiro e o primeiro desses parceiros foi a Namco, que apoiou na fundação da empresa e a subsidiou entre 1999 e 2007.
Tendo finalmente os elementos necessários para continuar o desenvolvimento do universo criado em Xenogears em mãos, os preparativos para continuar a série foram feitos.
Já que o nome Xenogears era propriedade da SquareSoft, eles decidiram nomear seu próximo jogo de Xenosaga, que funcionaria como um sucessor espiritual de Xenogears e, a princípio, seria uma Hexalogia.
Em 28 de fevereiro de 2002 o primeiro jogo foi finalmente lançado para Playstation 2 sendo, novamente, muito bem recebidos pela crítica. Apesar da boa recepção, os números de venda não atenderam de forma satisfatória as expectativas da Namco.
Logo após o lançamento do primeiro título, o segundo jogo da série começou a ser produzido só que, dessa vez, Takahashi abriu mão do desenvolvimento do jogo para uma nova equipe e apenas supervisionou o projeto, o que provocou mudanças que desagradaram fortemente aos fãs da franquia.
Xenosaga 2 foi lançado em 24 de Junho de 2004 para Playstation 2, continuando a narrativa introduzida no primeiro jogo, mas com mudanças significativas em suas mecânicas de jogabilidade. Essas alterações não agradaram aos fãs do primeiro jogo e acabaram impactando na recepção geral do segundo título da série, que vendeu relativamente menos unidades e foi parte da razão da empresa terminar o ano com saldo no vermelho em seus reports financeiros naquele ano.
Felizmente, Takahashi foi trazido de volta para Xenosaga 3 e decidiu mudar seu plano inicial para transformar a saga em uma trilogia. O jogo que tinha a proposta de concluir o projeto foi lançado em 6 de Agosto de 2006, e, felizmente, conseguiu agradar novamente aos fãs conquistados pela saga e encerrar de forma satisfatória a trilogia.
Foi a partir daqui que a relação a entre a Monolith e a Namco começou se desgastar. A Namco estava passando por mudanças estruturais e a nova diretoria não estava permitindo a Takahashi e sua equipe ter a liberdade criativa que gostariam, já que estavam menos dispostos a assumir grandes riscos em suas franquias.
Incomodados com o rumo que as coisas haviam tomado e, principalmente, devido a essa sensação de falta de liberdade criativa sob o domínio da nova "Bandai Namco", a Monolith foi acolhida dessa vez pela Nintendo e, em 2007, 80% das ações da empresa foram compradas por ela, que seria sua nova proprietária até os dias atuais.
A Nintendo apoiou a liberdade criativa de Takahashi solicitando que, em troca, a empresa produzisse títulos exclusivos para as plataformas da Nintendo, e assim a Monolith Soft dava o primeiro passo para o que seria a época de ouro da empresa.
Dentro da Nintendo, a Monolith deu início a seus primeiros projetos, começando pelos títulos de Nintendo DS Soma Bringer e Super Robot Taisen OG Saga: Endless Frontier além de Disaster - Day of Crisis para Wii, que foram lançados todos no mesmo ano. Com o passar dos anos, eles começaram a se envolver em projetos mais ambiciosos como Super Smash Bros Brawl e evoluíram ainda mais, chegando a colaborar em diversos jogos da série The Legend of Zelda, Animal Crossing e até mesmo Splatoon.
Hoje a empresa é o estúdio first party mais proeminente da Nintendo, batendo recordes de crescimento e praticamente triplicando seu tamanho nos últimos anos, indicando que a parceria com a Nintendo foi a melhor escolha que a empresa poderia ter feito.
Xenoblade Chronicles
Agora vamos falar sobre os jogos que são hoje o carro chefe da empresa, a série Xenoblade Chronicles.
Takahashi já havia começado a trabalhar em algumas ideias para o projeto em 2006, imaginando um mundo onde duas civilizações rivais viviam no corpo de deuses gigantes adormecidos. Um de seus parceiros chegou a construir uma miniatura dos dois titãs para que pudessem visualizar melhor o plano e pensar em aspectos práticos do universo do jogo, como por exemplo onde nos titãs as pessoas poderiam habitar.
Modelo dos Titãs que seriam criados em Xenoblade Chronicles |
Em 2007 eles receberam o apoio da Nintendo para prosseguir com a produção, sendo o jogo de maior escala desenvolvido pela empresa até então e o primeiro a ser de fato produzido e sendo pensado como um jogo internacional. Em 2010 o jogo foi lançado no Japão, sendo um sucesso de vendas e crítica por lá.
Demorou um tempo para que o jogo fosse localizado para as Américas, já que a Nintendo of America não estava convencida de que o risco para localizar um jogo tão grande valeria a pena.
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